Imposto Seletivo: como ele afeta empresas e o preço de produtos
- Laís Cunha Vieira de Vasconcellos Dias
- 12 de ago.
- 2 min de leitura
Além da CBS e do IBS, a reforma tributária também implementou o Imposto Seletivo. Diferente da CBS e do IBS, que têm caráter geral, o Imposto Seletivo tem função extrafiscal — ou seja, regulatória.
Ele substitui parcialmente o antigo papel regulatório do IPI, mas com alcance mais direcionado. Seu objetivo é desestimular o consumo de bens e serviços prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, além de gerar receita adicional ao governo.
Mas, na prática, quem vai pagar esse imposto? E como isso impacta empresas e consumidores?
🔎 O que é o Imposto Seletivo?
Esse tributo incide sobre mercadorias e serviços prejudiciais à saúde e ao meio ambiente, como:
Cigarros e derivados do tabaco;
Bebidas alcoólicas;
Produtos com alto teor de açúcar ou gordura;
Agrotóxicos e fertilizantes altamente poluentes;
Veículos com alto índice de emissão de carbono;
Outros produtos a serem definidos por lei complementar.
📌 Características do Imposto Seletivo
Função extrafiscal – tem como objetivo interferir no meio social (desestímulo de atividades prejudiciais à saúde e ao meio ambiente);
Cobrança adicional à CBS e ao IBS;
Alíquotas variáveis conforme o tipo de produto;
Possibilidade de aumento de preço ao consumidor final;
Maior impacto em cadeias específicas, como indústria de bebidas, alimentos, tabaco e agroquímicos.
💡 Exemplo prático
Uma indústria de refrigerantes que vende produtos com alto teor de açúcar passará a pagar, além da CBS e do IBS, o Imposto Seletivo. Isso pode representar aumento relevante na carga tributária — o que afeta:
A precificação dos produtos;
A estratégia de portfólio (linha saudável vs. linha tradicional);
A margem de lucro em mercados mais sensíveis ao preço.
Esse impacto tende a ser repassado ao consumidor, o que pode alterar a dinâmica de mercado — e exige planejamento antecipado das empresas.
⚠️ Empresas devem ficar atentas a:
Produtos que possam ser incluídos por legislação futura;
Revisão de portfólio e impacto na margem;
Estratégias de reformulação de produto (ex: redução de açúcar);
Ajustes fiscais e contábeis para apuração e recolhimento do IS.
✅ Conclusão
O Imposto Seletivo é uma realidade em 2026 — e veio para ficar. Seu impacto vai além do bolso: ele interfere em decisões estratégicas sobre produtos, marketing e posicionamento.
Se sua empresa atua em um dos setores atingidos pelo Imposto Seletivo, este é o momento de agir. Um bom planejamento pode evitar surpresas no caixa.









